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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Poesia - Pequenina


Vida machucada, vida ferida.
Triste, maltratada, esquecida,

O poeta deixou você arder no inferno,
estava louco, insano, cego.
Seu amor blindado resistiu por muito tempo.
Sou eternamente grato e culpado neste momento

O sono nao vem, só a lembrança que se tem.
Algo esquisito com misto de saudade, amor ardido.
Nosso pés entrelaçados na nossa cama no domingo.
Cumprimos nosso trato somos mais que amigos.

Como era grande o amor quando você estava aqui.
Como é grande a tristeza agora que você esta aí.
Imagino eu calando teu sorriso com um beijo,
mas logo sinto dor, choro, nem mais me vejo.

Também não mais te vejo, e mesmo assim te enxergo
te sinto, te respiro, sei que te quero.

Acalenta-te nessa noite solitária,
Apascenta essa paixão primária.
De um beijo ardente inigualável.
De um amor verdadeiro intocável.

Fecho meu olho e me vem uma certeza,
de que quando eu estava caminhado em um parque,
com um lagrima seca escorrida da dor fresca,
eu vi passar entre nós, revoando...
uma linda e bela borboleta.

Borboleta eterna, de um amor que parece uma sina,
que rompe o tempo e o espaço da minha existência.
Que fará parte pra sempre da minha essência.
Eu te amo e sempre te amarei pequenina,
Sorriso lindo, de coração,
minha pequena,
grande mulher,
pequena menina.

(Arllen Lira)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Poesia - Ao pé da pedra



Ao que delira, o lira no pé da pedra.
Vem martira, amor o meu nobre refugio.
Falo de ti, atração, coisa que fujo...
Vislumbrarás este amor da nova era!

O novo que vem, ao velho posto, posto a posto!
É o mesmo elo, que reúne o teu gosto...
Como um louco, demonstra o desgosto...
É o teu rosto... falando de ti, pouco a pouco

Atlântico fim, aqui começou esta história.
Vejo sim! Mini saia e o sol da hora.
A quadras daqui, há gandaia e uma praia,
Não importa pra ti, vai e segue a luz que raia.

Clara!

Entre cantos...
Entre alíneas de barrancos.

Há vento nobre...
E vem trazendo paz de santo.

Chega! Parando!(Declamando...)
A linda poesia,
porque...
Com esse vento...
Vem nascendo o dia!

(Arllen Lira)

domingo, 21 de agosto de 2011

Poesia - Ave


Vomita em minha boca, pus que alimenta o passarinho.
Não voa, só tem um dente, te protege ó deliquente.
Reza pra que no abismo tenha uma corrente ascendente.
Talvez sobreviva se te esconder, ó covarde em teu ninho.

Aos humanos só interessa que preencha uma cartela.
Quando crescer acumulará a riqueza que tu estoca.
Terminarás teus dias em uma granja, ó ave choca!
Na manteiga, com farofa, frito, cozido, a cabidela.

Mesmo pequeno, te preservas, e não age como tolo...
Voa em bando, pois sabe que sozinho não conseguiu.
Ainda assim fica sozinho, pois desta maneira nao desistiu.
Útero perfeito, líquido, simétrico, nascido de um ovo.

E quando for ave...
piarás poemas caquéticos,
sim! esqueléticos, plainarão soltos em um verso.
Tua mente, pensamento cinético, retrocesso.
És o que diz, fala nada,
fala mais te peço...
Escreve, decolando a estrofe na reta.
Sou só, vida, morte, voa...
Poeta.

(Arllen Lira)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Poesia - Arlequim



Ele anda triste
as vezes parece que nem existe

já não tem mais fé,
nem alma gemea pra abraçar...
Dar um carinho, falar...
fazer sorrir, tomar um café

parece que ele está morrendo
sua força sumindo
padecendo
adoecendo


...

Mas sua alma reluta
E ela é forte, pois luta
as vezes parecendo um louco
tenta fazer justiça
pra si mesmo,
pra você,
pro outro!

mas não adianta, pois de tanto amar
agora só ama
e chora sozinho... em sua cama
sua alegria vai sumindo
e agora é sombra
na luz vai sucumbindo
tem saudade de quando era um menino
de quando se apaixonava, era lindo

isso ja nao existe mais!

Somente dor... pobre rapaz

no mundo ficou muito rico
no céu foi até palhaço de circo

sua lagrima é maquiada
escorrida a tinta em seu cetim
a boca nao fala mais nada
é palhaço triste...
é Arlequim

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Dia da saudade




É manhã,
reviro-me e me encontro perdido em algum lugar,
já nem conto mais as lágrimas que me trouxeram até aqui,
só sou grato por elas, que me fizeram estar vivo...
Pra poder acordar.

Banhavam-me o desejo de morrer, de desistir
Refrigério que postergou a vida,
na solidão da alma ferida, abandonada, desacreditada.

Não escrevo mais em rimas, apenas escrevo
Não escrevo em português, escrevo aqui, aqui mesmo!
Escrevo para você, ler...

Enquanto cai a chuva... Ela molha a vida e a alma pede calma.
Pois pode ser que ainda irei erguer o troféu
Deste jogo que é julgo e que me fez réu
Das conquistas que eu ganhei e não pude levar
Pois ganhei...mas também perdi.

Dor já nem faz mais sentido,é câncer na alma um corpo ferido
Paixão que se derreteu em desejo, e não passou disso
Nunca será amor, enlouqueço.
Ontem nos perdiamos em carros,
Hoje acidentamos nossas vida

Fujo da rotina, proucuro teu carinho bom,
e acabo que fraquejo...
Diante dos teus lábios, no teu batom
Definhei a cada dia
E chegou a hora de não ter mais o que compartilhar
Pois tua rejeição... fez este sorriso minguar
Teu sorriso de luz apagou
A porta fechou
Degraus me ludibriavam na realidade,
Faziam-me descer rumo a saudade
Tendo que aceitar tua decisao inlucyda
Já não poderei tocar mais nossa música
Tudo que precisávamos era de amor
Eu disse olá e você disse adeus!
E por fim,
enfim...
Para mim,
o fim...
Chegou

Arllen Lira

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Feliz 2011




2010 foi um ano de muito aprendizado e crescimento,
Aprendi coisas que só a vida ensina, que não se aprende em faculdades, cursos acho que nem com os pais.
Aprendi o valor da vida, pensava antes que o amor era a razão de viver mas não, viver que é razão para amar.
Perdi algumas coisas importantes também devido a alguns deslizes, recaí no mal e perdi um grande amor, porque ninguém não vai ao mal sem perder seu lado do bem. Mas isto também me fez de certa forma bem, porque cresci.
Neste ano voltei para ao meu lar, porque um rei sem lar, é um exilado, então tive que voltar para minha casa.
Eu tive que cuidar de 7 filhotes da minha cadela mel, no final só um filhote ficou, a Luna (Porque o amor brilha lá na Lua). Cada vez mais entendo porque os cachorros são os melhores amigos do homem, são leais, lhe abraçam, lhe dão carinho, não reclamam e fazem tudo isso por tão pouco. Assim deveria ser o homem para com o outro homem, mas, foi-se o tempo em que brigava com a humanidade, agora eu a constru-o. Aprendi isso também. As vezes ainda penso que estou construindo emitindo opiniões ácidas, mas na verdade percebo que estou criando conflitos (e destruindo...) aí me retiro.
Tive que deixar meu trabalho no antigo emprego resisti até os últimos dias porém tinha que assumir minha vaga no concurso como desenvolvedor especialista, fiquei meio receioso, mas depois vi que aquele emprego era o emprego de "gente grande" que eu procurei por algum tempo. Do instituto ficam as boas lembranças os amigos e amigas e o aprendizado, pois não posso negar, aprendi com os melhores e estou tentando levar este aprendizado para meu novo trabalho pois quero que todos sejam os melhores.
Mas já não dou tanta importância em eu querer ser o melhor, desencanei de certas responsabilidades que vinham na minha cama de madrugada e faziam eu virar o travesseiro, percebi que não se pode levar a vida tão a sério, senão ela perde a graça, e a graça dela é a graça de Deus.
Ao fazer isto me senti mais leve, mais livre, confesso que perdi algumas oportunidades, porém ganhei a paz.
Para 2011 espero mais coisas, acontecimentos, espero a chegada do meu apartamento, meu carro que sempre sonhei, formar-me na faculdade, e, ... um amor de verdade, porque taí uma coisa que eu nunca vou deixar de proucurar, um grande amor.
Talvez eu a encontre em algum campo verde, com flores num clima frio, com esquilos correndo atrás dela, ao fundo tocando o vira. (essa poucos vão entender, mas faz sentido)
Espero que em 2011 todos consigam encontrar o que buscam, aprender com o que não buscavam, pois com o desespero que vida vem (como diria a música) a vida vai mais além !
Feliz 2011 para todos !!! \o/

terça-feira, 20 de julho de 2010

Saudade Infinita


Passei algum tempo só a ouvir
Tentei voltei a cantar, a falar, a gritar.
Emitir novos sonhos no universo
Para refletirem metafisicamente pelas cordas que nos unem.
E eles vão voltar...
Já realizados em todas as dimensões,
palpáveis, pensáveis e imagináveis.

Queria ser artista, minha cabeça ser meu coração,
Meu coração ser apenas esperança.
Talvez ele será a última coisa que morrerá
Porque serei só sentimento.

Fui proucurar de novo o infinito...
Infinito maldito cadê tu?
que estar em qualquer lugar
E não te encontrei em lugar algum...

Infinito mesmo só a saudade
Se saudade tivesse outro nome
seria algo parecido com fome
que não some quando quer
é o apetite de amar,
minha linda mulher.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Poesia - Itinerário



Itinerário expresso que passa de pressa,
aglomera, aglutina mas também dispersa
já não se liga mais pro que se sente,
apenas cada um por si,
fé, poder e mente.

Desarmo-me e me entrego pra pedir ajuda.
Fecho os olhos, não desisto.
Apenas resisto.
Nem sei porque nisto insisto.
Talvez fraqueza seja coisa absurda!

Meus olhos vazios se enchem de cor,
quando de repente...
surge a alma amada.
meu corpo para,
não sinto nada....
as vezes acho que isso é amor.

Ou destino... que eu construi no meu imaginário
na estrada do universo, com fim certo no calendário
mero acaso estar ao lado de alguém neste horário
vai e vem, só mais um dia , itinerário.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Poesia - Paradigma


Esse tempo,
que nunca parou para me ouvir
Falhei com ele sem poder me redimir
Passou rápido, pude nem me destrair
Acabei sendo trazido zonzo até aqui.

Essa vida,
Que se dizia de alegria todo o dia
Tinha vontade de vivê-la em intensa demasia
Agora eu vejo toda sua dificuldade,
Tão tarde que já levou parte da minha idade.

Esses amores,
Que consumiram meu tempo e meu coração
Que muitas vezes se camuflavam, eram só paixão.
Vejam só onde termina esta situação !
Alma ferida, solitária e sem comemoração.

Tratemos de lhe dar com este tempo andante,
Realidade é remédio para uma vida sonhante
Ninguém se importa mesmo com este amor errante
Muito menos com um solitário ser pensante

Mas seja para onde for...
Cautela com o tempo, a vida e o amor.

Por Arllen Lira
(27/10/2009)

sábado, 24 de outubro de 2009

Poesia - Ai como eu queria


Ai como eu queria!
Saber belas palavras para a insórdida poesia
Talvez eu pudesse te passar um pouco de alegria
e anunciar a chegada de um novo dia

Ah se eu esquecesse...
Para que esta dor no meu peito não estremecesse
E tudo que eu sou denovo não se perdesse
Quem sabe aquele menino não enlouquecesse

Ai esse teu silêncio !
Arde mais que as palavras ditas e escritas
Mas, esquece naum dá ouvido pro que penso
Não passa de ardor, sensação esquisita

por Arllen Lira